sexta-feira, 10 de junho de 2016

ADCESP convoca comunidade acadêmica para Assembleia Geral com Café Junino


A Adcesp comunica a seus associados e a toda comunidade universitária, que sua diretoria e comando de greve, juntamente com sua assessoria jurídica estiveram na manhã desta quinta feira dia 09/06, no Tribunal de Justiça. Para uma audiência com o MM Desembargador a quem cabe julgar a ilegalidade da nossa Greve solicitada pelo governador Wellington Dias no dia 30/06/16 através da Procuradoria do Estado.

Comunicamos ainda, que nesta manhã também, o governador Wellington Dias voltou a peticionar ao desembargador reiterando a solicitação anterior de ilegalidade da greve, porém, o que ficou acordado foi uma reunião de conciliação para segunda feira dia 13/06 às 09:00h, o que mais uma vez vem comprovar que não somos os professores o transgressores da legalidade.

Diante deste novo fato vimos reforçar a convocação à Comunidade Universitária para Assembleia Geral, dia 13/06, segunda feira, às 09:00h com um Café Junino, no pátio em frente a reitoria, reiteramos a importância da PRESENÇA e permanência de todos, pois, enquanto a  Assembleia que acontece, uma comissão de 05 professores estará na mesa de conciliação no tribunal, sendo que as proposta a serem acordadas precisam passar pelo referendu dos professores.

Será um momento de decisão em que só os professores poderão opinar através do VOTO. Diante do exposto a ADCESP solicita a PRESENÇA e a PERMANÊNCIA DE TODOS na Assembleia do dia 13/06, segunda feira, na UESPI.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NESTA QUARTA, ASSEMBLEIA GERAL DOCENTE NA UESPI VAI DELIBERAR SOBRE PARALISAÇÃO UNIFICADA DOS SERVIDORES ESTADUAISSer

Os professores e professoras da UESPI se reunirão em assembleia geral nesta quarta (19/11), às 9h, no anfiteatro do CCN (espaço dos caixas eletrônicos, campus Poeta Torquato Neto). A categoria docente vai discutir e aprovar encaminhamentos a respeito do anúncio do governo do Estado de que descumprirá reajuste salarial para este mês de novembro. O reajuste está previsto desde o ano de 2013.

O calote anunciado pelo governo é um ataque a um direito conquistado com muita luta pela categoria. Os servidores técnico-administrativos da UESPI, que teriam reajuste para dezembro, também serão afetados, assim como mais outras 10 categorias do funcionalismo estadual (trabalhadores da Saúde, Segurança, Secretaria de Justiça etc).

Representantes de sindicatos em articulação
conjunta em defesa dos servidores estaduais.
Na sexta-feira (14) pela manhã, representantes de vários sindicatos (de categorias afetadas pelo calote) se reuniram para articular uma luta conjunta e exigir que o governo implemente os reajustes dos servidores. A ADCESP se fez presente. Ficou encaminhado que serão realizadas assembleias gerais das categorias durante esta semana, que devem deliberar sobre paralisação de 24h com ato público, no centro da cidade, para a próxima segunda-feria (24/11).

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Nota de Pesar


É com imenso pesar que a Associação dos Docentes da Uespi (ADCESP) informa o falecimento das estudantes Carla Juliete de Moura Costa e Francisca Caroline Pereira Barbosa, que cursavam Pedagogia no pólo da universidade em Amarante. O falecimento ocorreu na tarde de quinta-feira (13) em acidente de trânsito na BR 343, que liga Amarante à Regenaração, cidada natal das vítimas.

Nesse momento de dor e perda, nós, da ADCESP, nos solidarizamos com as famílias enlutadas e com a comunidade uespiana de Amarante e região, ao mesmo tempo em que cobramos total assistência às sobrevivente do acidente.
 
Não poderíamos deixar de denunciar e repudiar as precárias condições de deslocamento de estudantes e professores, de todos os níveis de ensino, no Piauí. Na Uespi, em particular, não há formulação e aplicação de políticas públicas de assistência estudantil, por parte da reitoria e do Governo do Estado, que garantam o direito ao transporte gratuito, seguro e eficiente, de docentes e discentes desta IES.


Teresina – PI, 14 de Junho de 2013
Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí - ADCESP

quinta-feira, 21 de março de 2013

21 de Março: Dia internacional de combate ao racismo


Boletim Especial da CSP-Conlutas, elaborado em parceria com o Setorial de Negros e Negras da CSP-Conlutas e Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe

O “Dia Internacional Contra a Discriminação Racial” nasceu como protesto contra um ato de violência racista, praticado por instituições do Estado.  Em 21 de março de 1960, estudantes da cidade de Shaperville, África do Sul, protestavam contra o regime do Apartheid. Durante a manifestação o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas, e ferindo outras 186. O episódio ficou conhecido como o “Massacre de Shaperville”. O movimento negro exigiu da ONU (Organização das Nações Unidas) que a data fosse instituída como o “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial” para a reflexão sobre a luta do povo negro contra o racismo.
Passados mais de 50 anos, a violência racial, particularmente a “institucional”, continua sendo uma das faces mais visíveis e asquerosas do racismo mundo afora.
Na própria África do Sul, no ano passado, o mundo assistiu estarrecido ao massacre de dezenas de mineiros negros em Marikana.
Na Europa em crise ou nos guetos dos Estados Unidos, homens e mulheres negros, latinos e migrantes, também são alvos constantes e das forças de repressão do Estado.
No Brasil, durante um trote na Universidade Federal de Minas Gerais, uma estudante aparece numa foto acorrentada, pintada com tinta preta e obrigada a usar uma plaquinha pendurada no pescoço com os dizeres “Caloura Chica da Silva”, evidenciando uma ridicularização das mulheres negras e fazendo menção à escravidão.

Trote racista na Universidade Federal de Minas Gerais
Foi eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC-SP). O parlamentar é acusado de dar declarações racistas e homofóbicas.
Está mais do que evidente que o racismo não acabou e devemos combatê-lo. Por isso, vamos lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, onde não haja opressores e nem oprimidos, onde não haja exploradores, nem explorados!


ATO E PANFLETAGENS CONTRA O RACISMO

Assim como milhares foram às ruas contra as declarações racistas de Feliaciano, neste dia 21 março, o Quilombo Raça e Classe, o MML, a Anel e a CSP-Conlutas-MG irão realizar um ato em frente à Faculdade de Direito da UFMG.  O protesto será contra o trote racista e machista ocorrido na ultima sexta- feira. O movimento orienta também  as entidades a realizarem panfletagens em alusão à data, pelo país.

NÃO AO GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA

A cada 25 minutos um jovem negro é morto no Brasil, segundo dados do próprio governo. Já o Mapa da Violência no Brasil (2012) revelou que a possibilidade de que um jovem negro, de 15 e 24 anos, seja assassinado é 139% maior do que de um branco. E o fato de que é o racismo que se encontra por trás destes números – e de que as políticas governamentais não levam isto em conta – fica evidente em outro número assustador: entre 2001 e 2010, enquanto o número de vítimas brancas, de 15 a 24 anos, caiu 27,5%; as vítimas negras aumentaram em 23,4%.


É diante deste cenário lamentável, que o Quilombo Raça e Classe, neste 21 de março, lembra que a única forma de acabar com a violência, assim como aconteceu em relação à brutal violência da escravidão, é de uma forma “quilombola”, como Zumbi e Dandara nos ensinaram: na luta, independente dos poderosos, ao lado dos oprimidos e explorados.

TRABALHADORAS NEGRAS: NOSSA LUTA É TODO DIA!

As mulheres negras ocupam o subemprego, com baixa remuneração, insalubridade e sem proteção trabalhistas e vivem em sua maioria nas periferias. O machismo aliado com o racismo tem dose dupla de crueldade às mulheres negras que sentem e sofrem duas vezes a opressão e a exploração.
Recentemente foi comemorado o  8 de Março, Dia Internacional da Mulher, que surgiu como um marco de luta e resistência da mulher trabalhadora devendo servir para colocarmos em evidência nossas principais reivindicações por direitos iguais. Que para a mulher negra trabalhadora, avançamos pouco na luta contra o racismo ao longo da nossa história no Brasil. A nossa luta é todo dia, somos a resistência que luta por uma sociedade que rompa com o machismo e o racismo.

NÃO AO RACISMO NA EDUCAÇÃO

As leis 10.639 e 11.645 – de ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena, buscam  resgatar um legado histórico e aprofundar a discussão sobre o racismo, a discriminação racial e o preconceito nas escolas.
Entretanto, essa Lei não é aplicada efetivamente.  Se houvesse mais rigor por parte do MEC (Ministério Educação e Cultura) para a aplicação da Lei, as crianças, desde cedo, saberiam a importância dos negros e dos indígenas para a formação do povo brasileiro.
Cotas Já - Nas universidades públicas paulistas estão sendo discutidas a implantação do PIMESP (Programa de Inclusão com Mérito das Estaduais Paulistas) que prevê cotas de inclusão e racial. Entretanto, essa medida, propõe segregar os cotistas por dois anos, em um curso politécnico. Isso evidência uma discriminação racial, social, admitindo o fracasso da escola pública. Por isso, exigimos:

COTAS RACIAIS, SIM!
POLÍTICAS DE PERMANÊNCIA ESTUDANTIL!
10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO, JÁ!

DOMÉSTICAS

A Câmara e o Senado aprovaram a proposta de emenda à Constituição que assegura igualdade de direitos aos trabalhadores domésticos, que são majoritariamente mulheres e negras. Mas restam incertezas. Por exemplo, como controlar as horas trabalhadas de quem dorme na casa do patrão? O governo avança minimamente em ações de resultado, mas que também vêm acompanhadas de retrocessos, pois provavelmente o patrão explorará muito mais a mão de obra diarista, para não conceder direitos. Sabemos que por mais avanços que tenhamos, nesta sociedade capitalista ainda continuarão existindo as diferenças de raça, classe e gênero!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Docentes da UESPI iniciam mobilização por melhores salários e condições de trabalho

A partir de assembleia geral, os professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) iniciaram campanha salarial e decidiram retomar as mobilizações por melhorias estruturais, contratação de pessoal efetivo, dentre outros pontos da campanha SOS UESPI. Os professores não descartam a realização de paralisações de advertência ou uma greve, dentro de um mês, dependendo do avanço ou não das negociações com o governo estadual. Audiências com a Secretaria Estadual de Administração e com a Secretaria de Planejamento estão sendo solicitadas para a próxima semana.

Na assembleia, foi aprovado como reivindicação salarial o piso de R$ 2.323,21 para Professor Auxiliar I (Especialista, regime de 20h). O valor tem como base o Salário Mínimo (SM) necessário para custear gastos de uma família com quatro pessoas com alimentação, saúde, moradia, educação, higiene, vestuário, transporte, previdência e lazer, como preceitua a Constituição Federal, segundo cálculo recente do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Atualmente, o piso salarial do professor Auxiliar I, com regime de 20h, é de apenas R$ 1.071,00, o equivalente a menos de dois salários mínimos (1,7 SM) em vigor no país. O professor com mestrado (Assistente I, regime de 20h) recebe somente R$ 1.606,50, (2,5 salários mínimos). Já o professor com doutorado (Adjunto I, regime de 20h), tem salário de R$ 2.409,75 (3,8 salários mínimos).

A melhoria salarial dos professores é indispensável para não apenas atrair professores com mestrado e doutorado para a Universidade, mas também para estimular a permanência dos que já compõem o quadro efetivo da Instituição, de acordo com a Associação dos Docentes da UESPI (ADCESP). Paralelo à luta por melhores salários, os docentes vão se mobilizar para melhorar as estruturas existentes e criar as que ainda não temos, em termos de laboratórios, bibliotecas e restaurante universitário e mais concursos para contratação de docentes e técnicos efetivos, por exemplo, que são pautas da campanha SOS UESPI. Para a ADCESP, é necessária imediata nomeação de todos os docentes aprovados e classificados no último concurso, tendo em vista a grande necessidade de pessoal efetivo em praticamente todos os campi da UESPI.


OUTROS ENCAMINHAMENTOS – Os professores deliberaram ainda por manifestar apoio às greves dos trabalhadores da rede básica de Educação Estadual e Municipal de Teresina, buscando também a unidade com estes movimentos, buscando também fortalecer a campanha SOS UESPI. Aprovou-se a participação da categoria docente em Audiência Pública do dia 27/03, na Assembleia Legislativa, sobre a adesão ou não da UESPI ao Enem/SISU, além de realização de um seminário para se aprofundar a discussão sobre o tema.

Foi aprovada a criação de três comissões. Uma delas para buscar diálogo com o Governo e resolver dificuldades na obtenção de aposentadoria dos professores fundadores. Outra comissão para tratar da questão dos encargos docentes e a terceira para fazer estudos salariais para a categoria. Sobre as denúncias divulgadas na mídia sobre irregularidades na Uespi, decidiu-se que a ADCESP deve solicitar documentos à reitoria sobre convênios, contratos e licitações sob suspeita e acompanhamento das investigações junto ao Ministério Público Estadual. No dia 28 de março será realizada nova assembleia, com o objetivo de eleger delegados ao Congresso da Central Sindical e Popular – CSP Conlutas, dar informes sobre andamento das negociações com o governo e debater outros assuntos de interesse da categoria.